Mostrar mensagens com a etiqueta Desabafos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desabafos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de novembro de 2010

Ou estaremos apenas a ser “ Velhos do Restelo"?


Tenho andado a pesquisar sobre storytelling (digital) como factor de motivação e potenciador da criatividade/expressividade dos alunos/aprendentes, que, ao se transformarem em contadores de histórias têm que primeiro ter investigado, depois entendido e depois “recontado” de preferência de forma inovadora.

Baseio-me muito na minha experiência de segundo ciclo que já está no segundo ano lectivo. Apercebi-me também de que parte do sucesso que tenho obtido se deve muito ao pouco acompanhamento que os alunos têm em casa e ao facto de as “histórias” poderem ir de encontro aos assuntos que são sujeito da sua curiosidade, mas que muitas vezes não têm coragem em abordar. Muito do que apreendo também pode estar apenas relacionado com uma realidade suburbana, mas apenas vislumbrei (armazenei no computador) alguns textos de autores portugueses e relacionados com a realidade portuguesa. Claro que os norte americanos e não só desenvolveram muitos estudos e actividades baseadas no storytelling, mas esses seriam talvez mais propícios para elaborar um estudo comprovativo de como o storytelling ( juntamente com uma adequada exploração do mobilelearning) poderiam constituir grande parte da solução para o problema dos alunos que não gostam da escola e que, devido a factores como idade e comportamento se encontram a frequentar cursos profissionalizantes com currículo próprio). Seria viável um estudo de caso?

Outra questão que tem “ bailado muito na minha cabeça” (principalmente quando carrego diariamente o meu laptop de 3kg para as aulas) é: para quê tudo isto se estão aí os ecrãs virtuais, se ao meu lado no avião foi um individuo todo o tempo do voo a ler um e-book... quando o Ipad daqui a pouco tempo pode (vai?) perfeita e confortavelmente substituir cadernos e livros em papel. Já me é tão agradável poder projectar no quadro o manual em uso!

Pode ser então verdadeira (comprovada por um estudo que ainda não tive oportunidade de analisar) a afirmação de que as NTIC longe de ajudarem à aprendizagem a têm prejudicado pois os alunos deixam de pensar escrever etc. Poderemos negar uma realidade que já vislumbramos e, pelo menos no nosso inconsciente , damos como certa? Ou estaremos apenas a ser “ Velhos do Restelo?

A experiência que tenho diz-me: como qualquer medicamento, a pedagogia tem que ser “administrada criteriosamente” e isso inclui as NTIC e sobretudo o uso que se faz delas.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Querer é poder...


A minha escola, embora use as novas tecnologias e esteja a ser equipada com videoprojectores e quadros interactivos, não funciona como um todo.Por isso não é fácil levar a cabo inovações que normalmente impliquem coordenação, entrega e partilha. De uma maneira geral, cada um trabalha para si ou para a nota final e não troca informação/trabalho porque, a seu ver, tal lhe pode ser prejudicial.Parece impossível , mas ainda há sítios em que se funciona assim.

Ora, esse espírito do informático que não transmite informação para continuar a ter clientes não faz nenhum sentido na sociedade da informação e do conhecimento. Trabalhar em rede é partilhar, a net é isso...

Como talvez já tenha dito, estive três anos fora do país e quando regressei à escola pensei que muito tinha mudado. E mudou....excepto a mentalidade que com o novo sistema de avaliação se tornou ainda mais retrógrada.

Este ano tive pois que trabalhar sozinha e "à unha" porque ter informação é ter poder e esta não me era facultada senão após vassalagem que só presto a quem merece.

E pronto...comecei a fazer uma wiki com os meus alunos (do 5ºano). Tem sido um sucesso.Adoram escrever-me, mandar-me textos; sabem já fazer textos colectivos e descobriram que os links que lá coloquei e que remetem para utilidades e jogos de língua portuguesa são muito úteis. Alguns já envolveram os pais e só tenho pena de que tenha tudo acontecido tão tarde e o ano lectivo esteja a acabar. Às vezes sou abordada na rua por um aluno que me diz: " Professora estou a acabar um texto para lhe mandar.".

Também já usei esse wiki numa aula de substituição que me tortura todas as sextas feiras ao último tempo do turno da tarde com uma das piores turmas do 5º ano. Embora só tivesse um portátil (os videoprojectores ainda não funcionam), os alunos adoraram fazer "jogos de língua portuguesa" e dizem-me, quando me encontram, que em casa acedem à "página".

Vou continuar a experiência...mesmo sózinha.



quarta-feira, 27 de maio de 2009

D.Fernando





D. Fernando









Para onde foi a glória?

Por que escondemos a glória?

Foi tarefa inglória?

... e agora glória?






quinta-feira, 23 de abril de 2009

E o contágio acontecerá


"É preciso  criar condições tecnológicas para que os professores/alunos possam usufruir da diversidade de informação e  comunicação e  dos recursos que "a sociedade  do conhecimento" lhe proporciona.



 Não quero fazer política, mas cada vez mais frequentemente sinto vontade de dizer que alguns professores trazem para a escola “ sintomas avançados de velhice e amargura”.

  Por muito penoso que seja “trabalhar o novo”, há que o fazer com entusiasmo sob pena de a mensagem ser recebida de forma desapaixonada e também triste.

 E os jovens têm que receber/fazer o saber com alegria e entusiasmo para quererem saber/fazer mais. E não é necessário infantilizar nem tornar a aquisição do saber num centro de brincadeira.

  E quem melhor que o professor para transmitir o gosto pelo saber?

 Ao longo da minha vida docente “vi” o suficiente para poder afirmar que algo se passa quando algumas escolas funcionam bem e outras não, sendo que normalmente as que trabalham melhor têm menos condições técnicas que as outras.

Sem sombra de dúvida que o que está em causa é o “material humano” que, com a sua vontade e entusiasmo, faz com que as coisas (o saber) aconteçam.

 Se o ambiente o proporcionar, o contágio acontece.

 E cá volto de novo ao EXEMPLO como um dos factores influenciadores de comportamentos e atitudes.

 Se, pelos mais diversos motivos a maioria encara o saber, a escola, a inovação como um fardo, então nada acontecerá para que se torne agradável e produtivo. 

  Pelo contrário, se houver a preocupação de tornar os espaços de trabalho agradáveis e propícios ao mesmo, se se demonstrar boa vontade, abertura e disponibilidade. Se a “carolice” for alimentada com incentivos, os “velhos do Restelo” deixarão de ter força e quiçá vê-los-emos um dia a pedir timidamente que lhes “façam isto ou aquilo”, a ficar a “ver fazer” e dar sugestões. Com sorte tentarão também saber fazer. 

E o contágio acontecerá.